Mudar o logo é fácil. Saber por que mudar é outra história. 

Em 2026, diferentes marcas passaram por atualizações em suas identidades visuais, revisitando elementos que já faziam parte de sua história para adaptá-los a novos públicos, plataformas e momentos de mercado.

Instagram, Tinder, Coca-Cola, KFC, Snickers, Giovanna Baby e a própria DLM estão entre as marcas que escolheram evoluir sua identidade.

Mas existe algo em comum entre essas mudanças?

Mais do que uma tendência estética, elas mostram uma transformação importante na maneira como as marcas enxergam sua própria identidade.

Uma marca forte não precisa ficar igual para continuar sendo reconhecida

Existe uma ideia de que marcas tradicionais precisam preservar sua identidade exatamente como ela sempre foi.

Mas reconhecimento não significa imobilidade. Uma marca pode mudar sua tipografia, simplificar seu símbolo, atualizar suas cores ou reorganizar seus elementos visuais sem necessariamente perder aquilo que a tornou reconhecível.

O desafio está justamente em encontrar o equilíbrio entre reconhecimento e evolução.

O Instagram, por exemplo, atualizou sua identidade ao longo dos anos para acompanhar a expansão da plataforma e conversar com novas gerações sem abandonar elementos que já fazem parte de sua história.

A questão não é apagar o passado. É fazer com que ele continue funcionando no presente.

Tinder: quando simplicidade também comunica maturidade

O Tinder também passou por mudanças em sua identidade visual, buscando uma linguagem mais simples e consistente. Esse tipo de evolução mostra como uma marca pode acompanhar o amadurecimento de seu negócio e de seu público. À medida que uma empresa cresce, sua identidade precisa continuar traduzindo aquilo que ela representa. E, muitas vezes, isso significa reduzir o excesso e tornar a comunicação mais clara.

Coca-Cola: evoluir sem deixar de ser Coca-Cola

Poucas marcas possuem elementos tão reconhecíveis quanto a Coca-Cola. Por isso, qualquer atualização em sua identidade precisa considerar uma questão fundamental:   como acompanhar novos contextos sem perder reconhecimento? 

A resposta passa por evolução, não por ruptura.

A marca continua trabalhando com elementos que fazem parte de seu patrimônio visual, mas os adapta para diferentes experiências, plataformas e formas de consumo. É um exemplo de como uma identidade pode permanecer familiar enquanto encontra novas maneiras de se expressar.

KFC e Snickers: quando o reconhecimento está nos detalhes

Outras marcas seguem caminhos diferentes. No caso do KFC, elementos como o Coronel Sanders e a tipografia têm força suficiente para sustentar a identificação da marca mesmo quando aplicados de maneira mais simplificada.

Já a Snickers aposta em uma identidade mais direta e marcante, com letras em caixa alta e formas mais robustas.

São escolhas diferentes, mas partem de uma mesma lógica: uma identidade visual precisa funcionar no contexto em que a marca está inserida.  Hoje, ela precisa aparecer em embalagens, aplicativos, redes sociais, vídeos, anúncios, interfaces e inúmeros outros pontos de contato. Por isso, simplicidade e flexibilidade ganharam tanta importância no design contemporâneo.

E quando a mudança é da própria DLM?

A DLM também está vivendo esse movimento. Nossa nova identidade visual representa uma evolução construída a partir da experiência que acumulamos desde 1985.

Não se trata de deixar nossa história para trás. É justamente a experiência que nos permite olhar para o próximo passo. Por isso, nosso novo conceito se traduz em uma frase:

Experiência que move marcas – A nova identidade busca representar uma DLM mais atual (link blog post 1), estratégica e preparada para acompanhar as transformações do mercado, mantendo a experiência como parte essencial daquilo que somos.

Rebranding não é mudar por mudar

É fácil olhar para uma nova identidade e pensar apenas em estética. Mas um rebranding consistente começa muito antes do novo logo. Ele parte de perguntas como:

  • A marca ainda representa quem somos? 
  • Ela conversa com o público que queremos alcançar? 
  • Sua identidade funciona nos canais em que precisamos estar? 
  • O posicionamento atual acompanha os objetivos do negócio? 
  • O que precisa permanecer reconhecível e o que pode evoluir? 

As respostas ajudam a definir se uma marca precisa de uma mudança completa, uma atualização ou simplesmente de ajustes pontuais.

O futuro também precisa reconhecer a sua marca

As marcas que evoluem não necessariamente abandonam aquilo que construíram. Elas identificam o que continua relevante, entendem o que mudou e encontram uma nova forma de seguir adiante. 

Porque uma identidade visual não existe apenas para representar o que uma marca foi. Ela também precisa comunicar aquilo que a marca quer ser. E talvez essa seja a pergunta mais importante antes de qualquer rebranding: Se a sua marca fosse criada hoje, ela ainda seria exatamente como é? 

Se a resposta for não, talvez seja hora de entender o que precisa mudar e, principalmente, por quê.