Quem trabalha com marketing, publicidade e comunicação acaba incorporando uma série de termos ao dia a dia. Briefing, job, KV, insight, deadline, desdobramento, SLA, etc.
Para quem está de fora, pode parecer outro idioma. Para quem trabalha em agência, são palavras que fazem parte da rotina.
Por isso, reunimos alguns dos principais termos utilizados no dia a dia de marketing e publicidade e explicamos o que eles significam na prática.
Briefing: o ponto de partida de um trabalho.
É o documento ou conjunto de informações que reúne os dados necessários para que a equipe entenda o desafio, o objetivo da ação, o público, a mensagem, os canais, os prazos e outras informações importantes.
Um bom briefing ajuda a transformar uma demanda em um problema claro a ser resolvido.
Job: uma forma comum de se referir a um trabalho ou demanda que chega à agência.
Pode ser uma campanha, um anúncio, um vídeo, uma peça para redes sociais, uma identidade visual ou qualquer outra entrega de comunicação.
Em uma agência, é comum ouvir: “Qual é o briefing desse job?”
Deadline: o prazo final para uma determinada entrega.
Pode ser a data de aprovação de uma campanha, o envio de uma peça, a publicação de um conteúdo ou qualquer outra etapa do projeto.
Em outras palavras: é o momento em que aquilo precisa estar pronto.
KV: Key Visual ou “visual-chave”.
É a principal representação visual de uma campanha. A partir dele, outros materiais podem ser desenvolvidos mantendo uma mesma identidade.
Um bom KV ajuda a criar unidade e reconhecimento entre diferentes peças e canais.
Moodboard: um painel de referências visuais utilizado para apresentar uma direção criativa.
Pode reunir imagens, cores, tipografias, texturas, fotografias, ilustrações e outros elementos que ajudam a definir o clima e a estética que uma criação deve seguir.
Antes de criar, muitas vezes é preciso alinhar visualmente o que se quer comunicar.
Mockup: uma representação de como uma peça ou criação ficará aplicada em uma situação real.
Uma embalagem pode aparecer em uma prateleira. Um anúncio pode ser visualizado em um celular. Uma identidade pode ser aplicada a uma fachada.
O mockup ajuda a visualizar o resultado antes da produção final.
CTA: Call to Action ou chamada para ação.
É a orientação que indica ao público qual ação deve realizar depois de entrar em contato com uma comunicação. Alguns exemplos são: saiba mais, compre agora, acesse o site, entre em contato, inscreva-se, baixe o material
Um conteúdo pode informar, inspirar ou entreter. O CTA indica qual é o próximo passo esperado.
Insight: uma percepção relevante sobre um comportamento, necessidade ou desejo do público que pode gerar uma oportunidade de comunicação.
Não é simplesmente uma informação. É uma interpretação que ajuda a enxergar algo de uma maneira diferente e pode servir como ponto de partida para uma ideia ou estratégia.
Desdobramento: a adaptação de uma ideia ou conceito para diferentes formatos e canais.
Uma campanha pode nascer de um conceito central e depois ganhar versões para Instagram, mídia exterior, vídeo, site, materiais impressos e outros pontos de contato.
O objetivo é adaptar a execução sem perder a essência da ideia original.
Pauta: o planejamento daquilo que será produzido.
Em uma estratégia de conteúdo, por exemplo, uma pauta pode organizar temas, formatos, datas, canais, objetivos e responsáveis por cada publicação.
Ela ajuda a transformar a estratégia em uma sequência organizada de ações.
Budget: o orçamento disponível para determinado projeto, campanha ou ação.
Ele influencia decisões como canais de mídia, volume de produção, contratação de fornecedores, influenciadores e outras etapas do planejamento.
Criatividade e estratégia também precisam considerar os recursos disponíveis.
Persona: uma representação semifictícia do cliente ou público que uma marca deseja alcançar, construída a partir de dados e características comportamentais.
Ela vai além de informações demográficas como idade ou localização.
Uma persona pode incluir hábitos, interesses, necessidades, desafios, motivações e comportamentos de consumo.
O objetivo é ajudar a equipe a entender para quem está criando.
Follow-up: o acompanhamento de uma conversa, tarefa ou solicitação que ainda precisa de uma resposta ou continuidade.
Pode ser um e-mail para confirmar uma aprovação, uma mensagem para verificar o andamento de uma demanda ou um contato para retomar uma negociação.
Em resumo: é acompanhar aquilo que ainda está em aberto.
Feedback: o retorno dado sobre um trabalho, processo ou entrega.
Em uma agência, pode envolver comentários sobre uma peça, campanha, texto, estratégia ou apresentação.
Um bom feedback vai além de dizer se algo “gostou” ou “não gostou”. Ele ajuda a explicar o que precisa ser ajustado e por quê.
Onboarding: o processo inicial de integração entre uma empresa e um novo cliente, colaborador ou parceiro.
No contexto de uma agência, é o momento de conhecer profundamente a marca, seus produtos, público, posicionamento, histórico, objetivos e processos.
É também quando a equipe começa a reunir as informações necessárias para construir uma relação de trabalho mais eficiente.
SLA: Service Level Agreement ou Acordo de Nível de Serviço.
É um acordo que estabelece responsabilidades, prazos e condições para a execução de determinados serviços.
Na relação entre agência e cliente, por exemplo, pode definir prazos para envio de briefing, aprovação de peças, ajustes e entregas.
Mais do que estabelecer datas, o SLA ajuda a deixar expectativas claras para todos os envolvidos.
Por que conhecer esses termos importa?
Mais do que decorar siglas e palavras em inglês, entender esse vocabulário ajuda a tornar a comunicação entre clientes, agências e fornecedores mais objetiva.
Quando todos entendem o que está sendo discutido, fica mais fácil alinhar expectativas, organizar processos, dar feedbacks mais claros e tomar decisões.
No fim, o objetivo de toda essa linguagem é simples: fazer as pessoas certas trabalharem melhor juntas para construir uma comunicação mais eficiente.
E se você chegou até aqui, já pode dizer que entende um pouco mais do “agencês”.